Alberte Pagán

superfícies

SUPERFÍCIES

Long Face (carvom)

(2014, 6’15”)

Long Face é a primeira peça dumha série que rondava a minha cabeça desde havia tempo, na que pretendia investigar a refilmaçom de images (novas ou velhas) projectadas sobre diferentes superfícies. Já ensaiara previamente este recurso num par de cenas d’A Pedra do Lobo, nas que a “janela” cinematográfica se converte, inesperadamente, em “lenço” ante o que intervém o protagonista. E mais consistentemente na instalaçom de A quem se lhe conte…, projectada a dobre pantalha sobre papel de estraza na exposiçom ESTRAZ@rtes.

Long Face naceu repentina e acidentalmente quando começou a aparecer balor no retrato, do que a película tira o título, que Jesvir Mahil me figera em 1987. Ao desmontar o marco para limpar e secar o carvom, descobrim que a parte posterior estava completamente coberta de balor. Desta parte posterior surgiria Sonho bolivariano.

Para Long Face projectei sobre este retrato de Jesvir um retrato de Susi Somoza que figera em 2007 e que acabou formando parte d’A Pedra do Lobo. Se A Pedra do Lobo tratava em certa maneira sobre a identidade de contrários, em Long Face fusionam-se ademais tempos pretérito e presentes num triángulo impossível.

Long Face is the first work in a series I had been thinking about for a long time. I was hoping to experiment with the refilming of (both old and new) images off different surfaces. I had already tried this resource out in a couple of scenes in A Pedra do Lobo, in which the screen “window” becomes, unexpectedly, a “canvas” in front of which the male character performs. And more consistently in the installation of A quem se lhe conte…, double-screen projected on brown paper in the exhibition ESTRAZ@rtes.

Long Face was born suddenly and by chance when a stain of mould started to grow on the portrait that Jesvir Mahil had made of me in 1987, and which had the same title as the film. When I dismounted the frame to clean and dry the charcoal, I saw that the back board was completely covered with mould. Sonho bolivariano would spring from this.

In Long Face I projected a portrait of Susi Somoza on this portrait by Jesvir Mahil. Susi’s portrait, made in 2007, had been used in A Pedra do Lobo. While A Pedra do Lobo in a way deals with the identity of contraries, in Long Face, besides, past and present time merge into an impossible triangle.










Sonho bolivariano (balor)

(2014, 5’50”)

Planos estáticos sobre superfície contaminada. Política, trípode, balor. Sonho bolivariano foi feita o mesmo dia que Long Face, coa urgência de aproveitar esse cultivo de balor antes de fazer limpeza. A saturaçom das cores, a plasticidade e a granulosidade venhem dadas pola superfície e pola baixa resoluçom do velho projector utilizado.

As images fôram tomadas numha rua de Caracas e noutra do Caguán (Colômbia), e por tanto remitem, directa e indirectamente, em título e images, à minha A realidade.

Static shots refilmed from a contaminated surface. Politics, tripod, mold on wood.Bolivarian Dream was made on the same day as Long Face. It was urgently refilmed off a wooden board covered with mold before doing the cleaning. The colour saturation, the plasticity and the granularity of the image come from the surface and from the low definition of the old projector I used.

The images were shot in a Cararas street and in the Caguán (Colombia). Therefore, they refer, directly and indirectly, in title and imagery, to my A realidade (Reality).









Forgoselo (granito)

(2014, 4’10”)

As images de Forgoselo fôrom filmadas durante o encontro de cineastas Chanfaina Lab que tivo lugar em Sam Sadurninho o 6 e 7 de Setembro de 2014, impulsado e dinamizado por Manolo González. Esta peça a terceira entrega da série Superfícies. Neste caso, a image dumha pena na Serra do Forgoselo é refilmada a partir dumha superfície granítica: granito sobre granito. Gosto desses ares empedrados: terra e ceu fundem-se numha aperta pétrea.

O tremor da cámara nos primeiros planos (provocado polo vento, tamém presente, indirectamente, na banda sonora) serve-nos para discriminar a superfície da image, e a partir de aí construirmos as nossas próprias superfícies.

The images of Forgoselo were filmed during the Chanfaina Lab filmmakers’ encounter that took place in Sam Sadurninho on 6-7 September 2014, an encounter promoted and encouraged by Manolo González. Forgoselo is the third installment of the Surfaces series. In this case, the image of a rock in the Forgoselo mountains is refilmed off a granite surface: granite on granite. I like those stone skies: earth and air hold each other in a passionate stone embrace.

The trembling of the camera in the first shots (caused by the wind, which is also present, indirectly, in the soundtrack) helps us discriminate the image from the surface. From then on, it’s up to us to build our own surfaces.










Peter (tubo)

(2015, 3’26”)

Donde procede a image? Do interior ou do exterior? É luz emitida ou é luz reflectida? É televisom ou é cinema?

A image e a voz fôrom gravadas durante umha entrevista a Kubelka na (S8) Mostra de Cinema Periférico de 2012, o ano da “morte do cinema” segundo o cineasta austríaco. A sua cara está projectada sobre a superfície morta dum tubo de image e refilmada a partir dela, umha superfície nom desenhada para a projecçom, senom para receber a image desde o interior. Esta contradiçom entre image projectada e image emitida é a contradiçom entre cinema em celuloide e cinema digital. A vida (latejos) e a morte (vermes).

Where does the image come from? From the inside or from the outside? Is it broadcast light or is it reflected light? Is it TV or is it cinema?

Image and voice recorded during an interview with Kubelka at the (S8) Mostra de Cinema Periférico in 2012, the year of the “death of cinema”, as the Austrian filmmaker put it. His face was projected on the dead surface of a picture tube and then refilmed from that surface, which was never designed as a projection screen, but to receive the image from the inside. This contradiction between screened image and broadcast image is the contradiction between celluloid cinema and digital cinema. Life (heartbeats) and death (worms).











Nyaungshwe (pel)

(2016, 5’18”)

Descartes de A Pedra do Lobo. Susa Espinheira projectada sobre ela própria. Botes navegando o canal de Nyaungshwe (Myanmar) conformam a paisage sonora.

Outtakes of A Pedra do Lobo. Susa Espinheira projected onto herself. Boats travelling the Nyaungshwe canal in Myanmar make up the soundscape.











Pagán (piçarra)

(2016, 7’35”)

Picado cenital em movimento sobre a areosa chaira de Pagán (Bagan, Myanmar) projectado sobre piçarra. A paisage sonora está formada polo som dos barcos que viajam polo rio Irauádi (Ayeyarwady) caminho de Pagán.


Overhead travelling shot of the sandy plains of Pagan (Bagan, Myanmar) projected onto slate. Soundscape: ships travelling the Irrawaddy (Ayeyarwady) River on their way to Pagan.










Gongoriin bombani hural (madeira)

(2016, 2’59”)

Dous planos de Mongólia (solar em construçom em Ulaanbaatar e estepa da Selenge Aimag) projectados sobre madeira. Noite e dia. Urbe e campo. A paisage sonora pertence à cerimónia do Gongoriin Bombani Hural, que se celebra no Amarbayasgalant Khiid.


Two shots of Mongolia (building site in Ulaanbaatar and Selenge Aimag steppe) projected on wood. Night and day. City and countryside. The soundscape is the Gongoriin Bombani Hural festival that takes place in the Amarbayasgalant Khiid.











Al (esponja)

(2016, 2’31”)

Al Foster tocando no Café Latino de Ourense projectado sobre esponja. Som directo.


Al Foster playing at Ourense’s Café Latino projected onto foam. Synch sound.










Berbera (canforeira)

(2016, 2′)

Porto de Berbera (Somaliland) projectado sobre canforeira. Paisage sonora: Pwe em Mandalay (Myanmar).

Berbara’s harbour, in Somaliland, projected onto a camphor tree. Soundscape: Pwe in Mandalay, Myanmar.









La tierra santa (biblioteca)

(2016, 8’50”)

Viage polo rio Irauádi projectada sobre biblioteca. Na banda sonora escoitamos um artigo de Urbano Ferreiroa sobre Galiza escrito en abril de 1893, poucos dias antes da estrea pública do Kinetoscópio de Edison.

Trip down the Irrawaddy river projected onto library. Soundtrack: text on Galiza written by Urbano Ferreiroa in April 1893, just a few days before Edison’s Kinetoscope going public.

















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